Duas leituras de altitude com exatamente a mesma resolução declarada podem ter precisões muito diferentes no mundo real, dependendo inteiramente do terreno abaixo delas. Esse é um dos fatos menos intuitivos sobre dados de altitude, e ele importa sempre que você depende de um número próximo da realidade, e não apenas plausível.
Em terreno plano e aberto, como áreas agrícolas, desertos ou um litoral calmo, é simples captar a altitude com precisão. Há pouca variação dentro de qualquer célula de grade de tamanho razoável, então o valor amostrado tende a ficar próximo da altura real em toda a célula, e a resolução declarada chega perto de descrever a precisão realmente alcançável.
Terrenos íngremes se comportam de forma bem diferente. Na encosta de uma montanha ou em um cânion, a altitude pode variar dezenas de metros dentro da área de uma única célula de grade, o que significa que o valor amostrado é necessariamente uma aproximação de uma faixa, e não a leitura precisa de um ponto. O mesmo valor de resolução que era quase exato em terreno plano passa a ser uma estimativa bem mais grosseira aqui, simplesmente porque há mais variação real para o processo de amostragem calcular a média ou deixar escapar.
A vegetação e as construções acrescentam uma complicação à parte. Dependendo de como os dados de altitude subjacentes foram captados, a copa densa de uma floresta ou prédios altos podem elevar a altura de superfície registrada acima do nível real do solo abaixo deles. Isso não é tanto um erro de medição quanto uma questão de qual superfície foi realmente medida: o topo da copa ou do telhado, ou o solo nu. O efeito é mais perceptível em centros urbanos densos e em regiões muito arborizadas, e bem menos relevante em terreno aberto, onde não há nada alto o bastante para fazer diferença.
A implicação prática é tratar a precisão da altitude como dependente do terreno, e não como um número fixo único que vale em todo lugar. Se o seu caso de uso é sensível a isso, como engenharia, agricultura ou modelagem de riscos, faça a amostragem de vários pontos próximos e observe a consistência entre eles como uma verificação de sanidade, já que uma sequência suave de valores próximos em terreno plano é um bom sinal, enquanto saltos repentinos em terreno íngreme ou muito construído podem refletir uma variação real, e não necessariamente dados ruins.
Para a maioria das aplicações, como exibir a altitude aproximada de um local ou sinalizar características gerais do terreno, esse nível de cuidado é desnecessário, e a resolução declarada é, por si só, uma boa referência. A nossa consulta de altitude aceita uma lista de pontos em uma única requisição, o que facilita amostrar um pequeno grupo ao redor de um local de interesse e verificar esse tipo de consistência quando o que está em jogo justifica.
Um endereço no centro de uma cidade bem mapeada quase não diz nada sobre como o seu sistema lida com uma estrada rural, uma fronteira disputada ou uma consulta perto dos polos. Teste os casos difíceis de propósito.
Nem todo conjunto de dados com informações de localização de aparência pública pode ser usado legalmente dentro de um produto pago. Os termos de licenciamento, e não a disponibilidade técnica, costumam definir o limite real.
Quando uma consulta realmente não pode ser resolvida de forma confiável, não retornar nada é uma resposta melhor do que retornar um palpite disfarçado de fato. Veja o raciocínio por trás dessa escolha.